sábado, 6 de agosto de 2016

UNIFICAÇÃO DA ESPANHA E A RAINHA ISABEL DE CASTELA



Unificação do reino

As contínuas disputas entre muçulmanos e cristãos levaram, como consequência, a Reconquista Cristã, começando no século VIII com a resistência cristã no norte da Espanha e através dos séculos seguintes com o avanço dos reinos cristãos ao sul, culminando com a conquista de Granada e com a expulsão dos últimos mouros em 1492.
Durante este período, os reinos e principados cristãos se desenvolveram notavelmente, incluídos os mais importantes: a Coroa de Castela e o Reino de Aragão. A união destes dois reinos através do casamento em 1469 da rainha Isabel I de Castela com o rei Fernando II de Aragão levou à criação do Reino da Espanha.
A unificação das coroas de Aragão e Castela lançou as bases para a Espanha moderna e para o Império Espanhol. A Espanha era a maior potência da Europa durante o século XVI e a maior parte doséculo XVI, uma posição reforçada pelo comércio e pela riqueza de suas possessões coloniais. Ela atingiu o seu apogeu durante os reinados dos dois primeiroshabsburgos espanhóis - Carlos I (1516-1556) e Filipe II(1556-1598). Este período foi marcado pelas Guerras ItalianasRevolta dos ComuneirosRevolta Holandesa,Rebelião das Alpujarrasconflitos com os otomanos, aGuerra Anglo-Espanhola e as guerras com a França.
Império Espanhol se expandiu até incluir grande parte da América, ilhas na região Ásia-Pacífico, áreas da Itália, cidades do Norte de África, bem como partes do que hoje são parte de FrançaAlemanhaBélgicaLuxemburgo e Países Baixos. Foi o primeiro império do qual se dizia que "o Sol nunca se punha".
A chamada "Era dos Descobrimentos" foi marcada por explorações ousadas por mar e por terra, a abertura de novas rotas comerciais pelos oceanos, conquistas e os primórdios do colonialismo europeu. Junto com a chegada dos metais preciosos, especiarias, luxos e novas plantas agrícolas, exploradores espanhóis trouxeram o conhecimento do Novo Mundo e desempenharam um papel de liderança na transformação da compreensão europeia do mundo. O florescimento cultural testemunhado é agora referido como o "Século de Ouro Espanhol". A ascensão do humanismo, da Reforma Protestante e de novas descobertas geográficas levantaram questões abordadas pelo movimento influente intelectual agora conhecida como a Escola de Salamanca.
Com a morte de Carlos II, a dinastia de Habsburgo se extinguiu, para deixar lugar aos Borbões, após a Guerra de Sucessão. Como consequência dessa guerra, a Espanha perdeu sua preponderância militar e, após sucessivas bancarrotas, o país foi reduzindo paulatinamente seu poder, convertendo-se, no final do século XVIII, em uma potência menor.


A Rainha Católica
Isabel I (22 de abril de 1451 — 26 de novembro de 1504) foi rainha de Castela entre 1474 e 1504, rainha-consorte da Sicília a partir de 1469 e de Aragão desde 1479.
É conhecida como Isabel, a Católica, título que lhe foi concedido a ela e ao marido pelo papa Alexandre VI mediante a bula Si convenit no dia 19 de Dezembro de 1496. É por causa deste título que o casal é conhecido pelo nome de Reis Católicos, título que, a partir daí, quase todos os reis de Espanha começaram a utilizar.
Casou-se com o seu primo em segundo-grau, o príncipe Fernando de Aragão e, devido ao seu parentesco próximo, tiveram de pedir permissão ao Papa. No entanto, com a ajuda de Rodrigo Bórgia (que se tornaria mais tarde o papa Alexandre VI), o pontífice Sisto IV acabou por aceitar o casamento, uma vez que considerava a união conveniente para os interesses da Igreja. Isabel e o seu marido Fernando criaram as bases para a unificação política da Espanha através do seu neto, Carlos I, que se tornaria imperador do Sacro Império Romano.
Depois de uma luta para reclamar o seu direito ao trono, Isabel reorganizou o sistema de governo e da administração, centralizando competências ostentadas anteriormente pelos nobres; reformou o sistema de segurança dos cidadãos de tal forma que a taxa de criminalidade desceu drasticamente e levou a cabo uma reforma econômica para reduzir a divida que o reino tinha herdado do seu meio-irmão e predecessor no trono,Henrique IV. As suas reformas e as que realizou com o marido, tiveram grande influência mesmo fora das fronteiras dos seus reinos. Juntamente com o seu marido, Isabel participou na guerra de Granada através da qual conseguiram reconquistar terras muçulmanas, expulsando-os assim da Península Ibérica. Posteriormente decretaram também a expulsão dos judeus da região através do Decreto de Alhambra. Por estas medidas, tanto Isabel como o seu marido foram reconhecidos pela Santa Sé como "defensores ou protetores da fé", recebendo o título de Reis Católicos.
Contudo, Isabel é recordada sobretudo pelo apoio incondicional que deu a Cristóvão Colombo na sua busca pelas Índias Ocidentais, uma missão que o levaria a descobrir a América. Este acontecimento levou posteriormente às descobertas e ao surgimento do Império Espanhol.
Isabel viveu durante cinquenta e três anos, dos quais governou trinta como rainha de Castela e vinte e seis como rainha-consorte de Aragão ao lado de Fernando II.



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Jogos Olímpicos antigos




Essa sexta feira teremos a abertura dos jogos Olimpícos da cidade do Rio de Janeiro, os primeiros realizados no continente latino-americano. Mas de onde saiu tal evento? Qual sua origem e o que ele represetava? Vamos tentar responder algumas questões sobre os jogos olímpicos da antiguidade no seguinte texto.


Origem


As Olimpíadas Antigas foram uma série de competições atléticas disputadas por atletas das cidades-estado que formavam a Grécia Antiga. De acordo com registros analisados por historiadores, os Jogos Olímpicos surgiram no ano de 776 a.C. na cidade de Olímpia (região sudoeste da Grécia). Estes jogos foram celebrados até o ano de 393.


Importância


Os Jogos Olímpicos eram os mais importantes Jogos Pan-Helênicos, tendo sido proibidos pelo imperador cristão Teodósio I em 393, por serem uma manifestação de rituais do paganismo. Uma importante fonte sobre os jogos é Pausânias (século II d.C.), autor do livro Descrição da Grécia, um guia da Grécia baseado nas suas viagens pelo território. Outra importante fonte é um tratado sobre a ginástica de Filóstrato de Lemnos (século II-III d.C).

Participação e prêmios


Na antiguidade somente os homens livres que falavam a língua grega podiam participar dos Jogos Olímpicos. Os vencedores das competições eram tratados como heróis em suas cidades-estado. Ganhavam prêmios que simbolizavam a honra e a glória conquistada. Coroas de louro e  ramos de palmeira eram dados aos atletas vencedores.

Participantes


Não poderiam participar nos jogos os estrangeiros (os "bárbaros" segundo amitologia grega), os escravos e as mulheres. Conta-se o caso de uma mulher que, vestida com roupas masculinas, disfarçou-se de treinador para entrar no ginásio e ver seu filho lutar. O filho venceu a prova e a mãe, comemorando a vitória, deixou cair seu disfarce. Descobriram que era mulher.
Os atletas eram de uma forma geral oriundos das classes mais favorecidas e tinham sido iniciados no desporto desde tenra idade. Não vinham apenas da Grécia continental, mas de todos os pontos do mundo grego que na Antiguidade incluía as colônias espalhadas pelas costas do Mediterrâneo e do Mar Negro. Os vencedores eram alvo da homenagem da sua cidade: poderiam receber alimentação gratuita, terem estátuas erguidas em sua honra e serem cantados pelos poetas.

As modalidades


Os atletas disputavam várias modalidades na antiguidade como, por exemplo, arremesso de disco, corrida, natação, pentatlo, boxe, luta, salto a distância entre outros.




Data de introdução das provas


  • 776 a.C.: Estádio (stadio)
  • 724 a.C.: Diaulos
  • 720 a.C.: Dolichos
  • 708 a.C.: Luta e pentatlo
  • 688 a.C.: Pugilato
  • 680 a.C.: Corridas de quadrigas (tethrippon)
  • 648 a.C.: Pancrácio e corrida a cavalo
  • 632 a.C.: Luta para rapazes
  • 628 a.C.: Pentatlo para rapazes (rapidamente abandonada)
  • 616 a.C.: Pugilato para rapazes
  • 520 a.C.: Corrida com armas (hoplitodromos)
  • 500 a.C.: Corrida de carroças puxadas com mulas (apene)
  • 496 a.C.: Corridas com éguas (calpe)
  • 444 a.C.: As provas apene e calpe são abandonadas
  • 408 a.C.: Corridas de bigas (synoris)
  • 396 a.C.: Concurso para arautos
  • 200 a.C.: Pancrácio para rapazes


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O PRIMEIRO FARAÓ EGÍPCIO



O comumente usado Menés deriva de tipos de carinha Manetão, um historiador egípcio e sacerdote que viveu durante o período ptolomaico. Manetão usou o nome na forma Μήνης(transliterado: Mênês). Na forma grega alternativa, Μιν (transliterado: Min) foi citado pelo historiador Heródoto no século V a.C., uma variante não muito considerada em resultado da contaminação a partir do nome do deus Min. Eusébio de Cesareia identifica o Min de Heródoto com o Menés de Manetho. A forma egípciaMeni, é tomado pela listas reais de Turim e Abidos (datadas da XIX dinastia).
O nome, Menés, significa "Aquele que persevera".Em vez de uma pessoa em particular, o nome pode ocultar coletivamente os faraós proto dinásticos KaEscorpião II e Narmer.

A antiga tradição atribui a Menés a honra de ter unido o Alto e Baixo Egito em um único reino e tornando-se o primeiro faraó da I dinastia. No entanto, seu nome não aparece existentes peças dos Anais Reais (Pedra do Cairo e Pedra de Palermo), que é uma lista real fragmentada que foi esculpida em uma estela da V dinastia. Ele tipicamente aparece fontes mais tardias como o primeiro humano a governar o Egito, diretamente herdando o trono do deus Hórus. Ele também aparece em outra, muito mais tardia, lista real, sempre como o primeiro faraó humano do Egito. Menés também aparece em romances demóticos do período greco-romano, demonstrando que, mesmo que tardiamente, ele foi considerado uma figura importante.

Menés foi visto como uma figura fundadora por grande parte da história do Antigo Egito, similar a Rômulo na Roma Antiga. Manetão registra que Menés reinou por 30 (ou 60) anos, levou o exército transversalmente na fronteira e ganhou grande glória, e foi morto por um hipopótamo. Ele foi sucedido por seu filho Atótis, que construiu o palácio de Mênfis.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Cinco vezes em que o cinema americano retratou a cultura samurai

O cinema norte-americano já trabalhou com diversos temas estrangeiros à sua cultura: cultura inglesa, chinesa, brasileira, revoluções latino-americanas, festas gregas, política africana. O samurai, cultura tradicional japonesa, não ficou de fora. 
Nesse artigo, listo cinco vezes em que os samurais foram retratados em filmes americanos.

1- Oroku Saki –Destruidor (James Saito) - Tartarugas Ninjas (1990)

Vilão: Líder de uma gangue que espalha crimes em na cidade de Nova York, o Destruidor é retratado 
com uma armadura que lembra as vestes samurais. O personagem trata com respeito e honra seus 
subordinados, características dos guerreiros japoneses.



2-As Tartarugas Ninjas 3 (1993)

Por causa de um artefato antigo, as tartarugas ninjas vão parar no Japão feudal, no meio de uma disputa entre uma corte, com seus samurais, e camponeses revoltosos. O filme é cheio de guerreiros e cenários feudais nipônicos. 



3- Capitão Nathan Algren (Tom Cruise)- O Último Samurai (2003)




Protagonista do filme: capitão norte-americano da expansão para o oeste do país ocidental. Enviado para combater os samurais, mas acaba se juntando a eles contra o Governo Meiji.


4- Ichirō Yashida (Haruhiko Yamanouchi)- Wolverine Imortal (2013)

Vilão: Yashida é líder de uma grande corporação japonesa e se mostra como um grande “invejoso”( grifo do autor) para com os poderes regenerativos de Logan.



5-   Kai (Keanu Reeves)- 47 Ronins (2014)



Protagonista: meio britânico, meio japonês, Kai é um dos 47 ronins que se juntam para vingar a morte de seu mestre.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

HAMURABI, REI DA PÉRSIA

HamurabiHamurábiHammurabi (também são usadas as transcrições Hammurapi ou Khammurabi) (foi destronado 1810 a.C. — 1750 a.C.), foi um rei babilônico do século XVIII a.C.. Conseguiu, durante o seu reinado, conquistar a Suméria e a Acádia, tornando-se o primeiro rei do Império Paleo-babilônico. Hamurabi reinou de 1 792 a.C.até sua morte, em 1 750 a.C., tendo ampliado a hegemonia da Babilônia por quase toda a Mesopotâmia, iniciando pela dominação do sul, tomando Ur e Isin do rei de Larsa. Em 1 762 a.C. conquistou Larsa, em 1 758 a.C. tomou Mari, em 1 755 a.C.Echununa e provavelmente em 1 754 a.C. conquistou Assur.



A LEI

Código de Hamurabi, representa o conjunto de leis escritas, sendo um dos exemplos mais bem preservados desse tipo de texto oriundo da Mesopotâmia. Acredita-se que foi escrito pelo rei Hamurábi, aproximadamente em 1772 a.C. Foi encontrado por uma expedição francesa em 1901 na região da antiga Mesopotâmia, correspondente à cidade de Susa, no sudoeste do Irã.
É um monumento monolítico talhado em rocha de diorito, sobre o qual se dispõem 46 colunas de escrita cuneiforme acádica, com 282 leis em 3600 linhas. A numeração vai até 282, mas a cláusula 13 foi excluída por superstições da época. A peça tem 2,25 m de altura, 1,50 metro de circunferência na parte superior e 1,90 na base.
A sociedade era dividida em três classes, que também pesavam na aplicação do código:
  • Awilum: Homens livres, proprietários de terras, que não dependiam do palácio e do templo;
  • Muskênum: Camada intermediária, funcionários públicos, que tinham certas regalias no uso de terras.
  • Wardum: Escravos, que podiam ser comprados e vendidos até que conseguissem comprar sua liberdade.
Pontos principais do código de Hamurabi:
  • Não cumprimento de contrato.
  • lei de talião (olho por olho, dente por dente)
  • falso testemunho
  • roubo e receptação
  • estupro
  • família
  • escravos
  • ajuda de fugitivos
Exemplo de uma disposição contida no código:
Art. 25 § 227 - "Se um construtor edificou uma casa para um Awilum, mas não reforçou seu trabalho, e a casa que construiu caiu e causou a morte do dono da casa, esse construtor será morto".
O objetivo deste código era homogeneizar o reino juridicamente e garantir uma cultura comum. No seu epílogo, Hamurabi afirma que elaborou o conjunto de leis "para que o forte não prejudique o mais fraco, a fim de proteger as viúvas e os órfãos" e "para resolver todas as disputas e sanar quaisquer ofensas".
Durante as diferentes invasões da Babilônia, o código foi deslocado para a cidade de Susa (no Irã atual) por volta de 1200 a.C.. Foi nessa cidade que ele foi descoberto, em dezembro de 1901, pela expedição dirigida por Jacques de Morgan. O abade Jean-Vincent Scheil traduziu a totalidade do código após o retorno a Paris, onde hoje ele pode ser admirado no Museu do Louvre, na sala 3 do Departamento de Antiguidades Orientais.
Durante o governo de Hamurabi, no primeiro império babilônico, organizou-se um dos mais conhecido sistema de leis escritas da antiguidade: O Código de Hamurábi. Outros códigos, (Código de Ur-Nammu), haviam surgido entre os sumérios que viveram entre 4.000 anos a.C. a 1900 a.C. na Mesopotâmia. No entanto, o Código de Hamurabi foi o que chegou até nós de forma mais completa - os sumérios viviam em pequenas comunidades autônomas, o que dificultou o conhecimento desses registros.
Hamurábi, ou “Khammu-rabi” em babilônico, foi o sexto rei da Suméria (região do atual Iraque) por volta de 1750 a.C. e também ele quem uniu os semitas e sumérios fundando o império babilônico.
O Código de Hamurábi ficava inicialmente no templo de Sippar (uma das cidades mais antigas da Mesopotâmia), sendo que diversas cópias suas foram distribuídas pelo reino de Hamurábi. No topo do monolito (monumento construído a partir de um só bloco de rocha) encontra-se uma representação de Hamurábi em frente ao deus sumeriano do sol Shamash.
Seu código trata de temas cotidianos e abrange matérias de ordem, civil, penal e administrativa como, por exemplo, o direito da mulher de escolher outro marido caso o seu seja feito prisioneiro de guerra e não tenha como prover a casa, ou a obrigação do homem de prover o sustento dos filhos mesmo que se separe de sua mulher.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O IMPERADOR DOS MARES GREGOS

Como Zeus, Poseidon, o rei dos mares, era filho de Cronos e de Rea. Segundo a lenda, foi criado pelos Telquines, demônios da ilha de Rodes, e por Cêfira, filha de Oceano. Ao chegar à idade adulta, apaixonou-se por Halia, irmã dos Telquines, e se casou com ela, gerando seis filhos e uma filha chamada Rodos, que deu o nome à ilha de Rodes.
Deus do mar e dos lagos, Poseidon provocava as tormentas marítimas e comandava as ondas, além de poder abalar os rochedos costeiros com seu tridente. Também fazia as fontes aparecerem. No entanto, os rios não estavam sujeitos a ele.
Quando os mortais passaram a viver em cidades, os deuses entraram em disputa para serem os padroeiros das principais. No caso de Poseidon, a primeira disputa foi com Atena, para ver quem seria o patrono da cidade-Estado de Atenas. Enquanto Poseidon presenteou os habitantes com uma fonte na Acrópole, Atena lhes entregou uma oliveira, a que os atenienses preferiram, dando a vitória à deusa. Aborrecido, Poseidon provocou uma inundação na planície de Elêusis.
Poseidon também participou de uma competição a respeito de Argos, defrontando-se com Hera. Como a deusa vencesse a disputa, Poseidon amaldiçoou a cidade e secou todas as fontes da região. Porém, nesse meio tempo, chegou a Argos Dânaos e suas 50 filhas, as Danaides, e Poseidon se apaixonou por uma delas. A Danaide Amimone fez o deus perdoar a cidade e a água voltou a jorrar das fontes.
Juntamente com Apolo e com o mortal Éaco, Poseidon trabalhou na construção da muralha de Tróia, porém, como Laomêdon, o rei da cidade, recusou-se a lhe pagar pela obra, o deus fez sair um monstro do mar e mandou-o dizimar a população troiana. Desde então, Poseidon tonou-se inimigo dos troianos e, durante a guerra com os gregos, tomou o partido destes.
No entanto, Poseidon ajudou o herói troiano Enéas, quando este se viu na iminência de ser morto por Aquiles. O deus cobriu os olhos de Aquiles com uma névoa e transportou Enéas para o acampamento dos troianos. Convém ressaltar que Enéas não era descendente de Laomêdon e, por isso, talvez, não houvesse motivo para Poseidon incluí-lo em seu ressentimento.
Como seu irmão Zeus, Poseidon também amou um número imenso de mulheres e teve inúmeros filhos. Com Toosa, ele gerou o ciclope Polifemo, que se tornou a causa da maldição de Odisseu e das aventuras a que este se viu sujeito ao voltar da guerra de Tróia. Da União de Poseidon com a Medusa, nasceram o gigante Crisaor e o cavalo alado Pégaso. No entanto, com sua mulher oficial, a nereide Anfitrite, Poseidon não teve descendentes.