domingo, 31 de julho de 2016

Na última semana, o presidente da Nicarágua Daniel Ortega, destituiu 16 políticos da oposição no congresso nacional de seu país. Ortega foi guerrilheiro e "bebe" da herança política do revolucionário Sandino.
Mas quem foi Sandino e o que representou sua luta?



                                                           Daniel Ortega



Augusto César Sandino (Niquinohomo18 de maio de 1895 —Manágua21 de fevereiro de 1934) foi um revolucionário nicaraguense líder da rebelião contra a presença militar dos Estados Unidos na Nicarágua entre 1927 e 1933. Rotulado como bandido pelo governo dos Estados Unidos, suas ações torná-lo-iam um herói em grande parte da América Latina, onde é considerado um símbolo da resistência à dominação estadunidense. Levando os Fuzileiros Navais dos Estados Unidos a uma guerra não declarada, sua organização guerrilheira sofreu duras derrotas. Ainda assim, escapou a diversas tentativas de captura. As tropas estadunidenses se retiraram do país após controlarem a eleição e tomada de posse do presidente Juan Bautista Sacasa. Sandino foi executado pelo general Anastasio Somoza García, que subiu ao poder através de um golpe de estado dois anos mais tarde, estabelecendo uma dinastia hereditária que comandou a Nicarágua durante mais de quarenta anos. O legado de Sandino foi seguido pela Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), que derrubou o governo de Somoza em 1979.


A ALEMANHA COMO PAÍS


A unificação da Alemanha, política e administrativamente, em um Estado-nação, realizou-se, oficialmente, no dia 18 de Janeiro de 1871, na Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes, na França. Os príncipes dos estados alemães reuniram-se para proclamar Guilherme da Prússia como Imperador Guilherme do Império Alemão depois da capitulação francesa na Guerra franco-prussiana. Informalmente, a transição de fato da maioria das populações falantes de alemão para uma organização federada de estados, teve lugar mais cedo, através de alianças formais e informais, entre nobres — e, também, de forma irregular, devido às dificuldades levantadas pelos interesses de grupos aristocráticos, desde a dissolução do Sacro Império Romano-Germânico(1806), e da consequente ascensão do nacionalismo ao longo do período das Guerras Napoleonicas.
A unificação expôs várias diferenças flagrantes ao nível religioso, linguístico, social e cultural entre os habitantes da nova nação, sugerindo que o ano de 1871 apenas representou um momento num mais abrangente processo de unificação. O imperador sacro-romano era chamado de "Imperador de todas as Alemanhas"; na imprensa era referido como "das Alemanhas"; e, no Império, a sua alta nobreza era citada como "Príncipes da Alemanha" ou "Príncipes das Alemanhas"— em referência aos territórios daFrância oriental que eram governados como pequenos reinos, estados dinásticos independentes administrados pelas suas classes dominantes desde o tempo de Carlos Magno (800 d.C.). Devido ao relevo montanhoso de grande parte do território, as populações mais isoladas desenvolveram as suas próprias características culturais, educacionais, linguísticas e religiosas ao longo de um grande período de tempo. Mas a Alemanha do século XIX assistiria a um desenvolvimento ao nível dos transportes e comunicações o que ligou as populações culturalmente.

O Sacro Império Romano da Nação Alemã, que tinha agregado mais de 500 estados independentes, foi dissolvido quando o Imperador Francisco IV abdicou (6 de Agosto de 1806) durante a Guerra da Terceira Coligação. Apesar da ruptura legal, administrativa e política associada com o fim do Império, os povos das zonas de língua alemã do antigo Império partilhavam uma tradição linguística, cultural e legal comuns, aumentada pela sua experiência compartilhada nas Guerras revolucionárias francesas. Cada estado independente tinha a sua própria classe governante e as suas associações feudais, tradições e leis locais. Como a nobreza queria manter as suas prerrogativas, o desenvolvimentos destes estados era quase nulo. O liberalismo europeu oferecia uma base intelectual para a unificação fazendo frente aos modelosdinásticos e absolutistas das organizações sociais e políticas; a sua natureza germânica sublinhava a importância da tradição, educação e unidade linguística das pessoas numa região geográfica. Economicamente, a criação do Zollvereinprussiano em 1818, e a sua subsequente expansão para incluir outros estados da Confederação Germânica, reduziram a concorrência entre, e dentro dos, estados. O aparecimento de novos modos de transporte, facilitaram as viagens de negócios e em lazer, ocasionando contatos, alguns deles conflituosos, entre, e dentro, os povos de língua alemã por toda a Europa Central.
Os modelos das esferas de influência diplomáticas, resultantes do Congresso de Viena, em 1814–15, depois das Guerras Napoleonicas, sancionaram o domínio austríaco na Europa Central. Contudo, os negociadores de Viena não levaram em consideração a crescente força da Prússia no meio dos estados germânicos e, deste modo, falharam ao não visionar que a Prússia iria fazer frente à Áustria para conquistar a liderança entre os estados germânicos. Este dualismo alemão colocava duas soluções para o problema da unificação: Kleindeutsche Lösung, a pequena solução alemã (a Alemanha sem a Áustria), ou Großdeutsche Lösung, a grande solução alemã (a Alemanha com a Áustria).
Os historiadores discutem sobre se Otto von Bismarck — Ministro - presidente da Prússia — tinha um plano principal para expandir a Confederação da Alemanha do Norte de 1866, passando a incluir os restantes estados independentes numa única entidade, ou simplesmente a expandir o poder do Reino da Prússia. Concluem que os factores adicionais à força da Realpolitik de Bismarck, levaram a que um conjunto de modernos regimes reorganizassem as relações políticas, econômicas, militares e diplomáticas no século XIX. As reações ao nacionalismo dinamarquês e francês deram origem a focos de manifestações de unidade alemã. Sucessos militares - em particular os da Prússia - em três guerras regionais, originaram uma onda de entusiasmo e orgulho que os políticos aproveitaram para promover a unificação. Esta experiência fez recordar as realizações do povo francês nas Guerras Napoleonicas, em particular na Guerra da Libertação de 1813–14. Ao estabelecer uma Alemanha sem a Áustria, a unificação política e administrativa em 1871, solucionou, temporariamente, o problema do dualismo.
                          Otto von Bismarck
O CULTO A IEMANJÁ

Iemanjá (no yoruba Yèyé omo ejá; Yemọjá na Nigéria, Yemaya em Cuba, ou ainda Yemanjá ou Yemonjá no Brasil; ver seção Etimologia) é o orixá africano do povo Egba divindade das águas doces, seu culto principal situava-se emAbeokuta e outros povoados na beira do rio Ògùn. É também conhecida no Brasil pelos epítetos Iyá Ori, Mãe d'águaRainha do MarSereia, Inaê,Aiucá, ou Maria princesa do Aioká, sendo por vezes confundida com o Nkisi Ndanda Lunda e a entidade Mami Wata. É conhecida popularmente como Dona Janaína. É identificada no jogo do merindilogun pelos odusIrosun ossá e representada no candomblé através do assentamento sagrado denominado igba yemanja. Manifesta-se em iniciados em seus mistérios (eleguns) ou médiuns através de possessão ou transe, ato em que os orixás nas palavras de R. S. Barbara: "vem para dançar e mostrar os seus poderes, representando em gestos suas ações míticas".
Na mitologia yoruba é filha de Olokun soberana dos mares. Em Cuba Iemanjá confunde-se com o culto de Olokun ao ponto de serem postas em algumas ocasiões como duas manifestações do mesmo princípio compartilhando atributos mas ambivalentes em arquétipo, lhe sendo associado um papel primordial na criação. É devido a estreita relação com Olokun juntamente a perda do culto à esta no processo de diáspora africana o motivo para a associação de Iemanjá aos mares no novo mundo. Principalmente no Brasil e em Cuba seu culto passou por novas reinterpretações, também consolidou-se a atribuição de Mãe de todos os Orixás e consequentemente seu papel na gênese da vida. Iemanjá, nas palavras de D. M. Zenicola, "representa o poder progenitor feminino; é ela que nos faz nascer, divindade que é maternidade universal, a Mãe do Mundo".
No Brasil desenvolveu profunda influência na cultura popular, música e literatura, adquirindo no processo de consolidação da cultura brasileira cada vez mais aspectos sincréticos às influências étnicas do novo mundo, ou que neste se encontraram, se tornando personagem mítico mais ilustrativamente brasileiro do que ancestral africano, conforme pode ser observado através de sua representação por diversos intelectuais, artistas e o folclore popular que em sua imagem reuniram as "três raças". Figura na Dona Janaína uma personalidade a parte, sedutora, sereia dos mares nordestinos, com cultos populares simbólicos que muitas vezes não expressam necessariamente uma liturgia real, esta última ainda conservada rigorosamente pelos cultos afro-brasileiros. Nessa visão, segundo Bernardo, “(...)é mãe e esposa. Ela ama os homens do mar e os protege. Mas quando os deseja, ela os mata e torna-os seus esposos no fundo do mar”. 

É considerado o orixá mais popular do Brasil e Cuba festejado com festas públicas.